São Paulo, Brasil
Vive e trabalha em São Paulo, Brasil
Gregory Bastos opera a pintura como um ato de especulação entre tempo e espaço. Sua prática recusa a imagem como registro estável e a convoca, em seu lugar, como campo de suspensão. Suas telas organizam-se a partir de eixos e esferas que propõem uma interrupção do espaço linear, da paisagem, introduzindo uma estrutura interna capaz de reter a imagem num estado de latência. O resultado é uma paisagem metafísica: nem referencial, nem puramente abstrata, mas operando num limiar onde a forma resiste à sua própria resolução.
A abstração numinosa de Bastos implica um procedimento de esvaziamento das estruturas limitantes da imagem para que algo anterior à representação possa emergir. A pintura aqui funciona como objeto de ação: age sobre o espaço que a circunda antes de ser contemplada. Essa economia visual se propõe como estruturas artificiais do mistério. A tela evoca uma ausência estruturada: O pigmento, a camada, o plano: todos funcionam como condutores para algo que não é visível, mas que pressiona a imagem a partir de dentro. Sua investigação trata a pintura como prática do imaterial, onde a superfície é apenas o limite visível de uma proposição que opera em outro registro.
- Supersimetria - Yehudi Hollander-Pappi, São Paulo, Brasil [2026]
- Supernova 1572, Yehudi Hollander Pappi, São Paulo, Brasil. [2025]
- Presentes Possíveis, Futuros Ficcionados, Espaço das Artes – ECA-USP, São Paulo, Brasil. [2024]