Conversa entre Adam Milner e Keith Milner, 20 de janeiro de 2026,
por ocasião do Dada na Yehudi Hollander-Pappi.
Pai: Então, sobre o que vamos falar?
Adam: Bom, eu escrevi algumas perguntas. Tudo bem se eu gravar pra poder escrever depois?
Pai: Não, não, tudo bem, faz o que quiser, grava, imprime, o que quiser fazer, você sabe que eu nunca me importo. Ninguém sabe ou quer saber quem eu sou ou o que eu faço. Então tá sempre tudo bem, sim.
A: Obrigado, eu agradeço mesmo.
Pai: Imagina.
A: Não sei se você consegue me ouvir. Eu tô sem voz porque tenho saído muito pra festa, então...
Pai: Tô te ouvindo bem. Tô te ouvindo bem. É. Você não precisa gritar quando sai pra festa.
A: O que cê disse?
Pai: Você não precisa gritar quando sai pra festa. E perder a voz.
A: Bom, se a pista de dança tá alta, eu grito. Se, se alguém...
Pai: "EU AMO ESSA MÚSICA!"
A: E cantando junto.
Pai: É, eu faço muito isso. Nunca perto de outras pessoas, elas não gostam disso.
A: Hum, tá, me conta. Me fala sobre os minis e a solda. Me conta um pouco sobre isso.
Pai: Sobre os minis, quer dizer, eu soldo por dinheiro desde 82. Sabe, estudei antes disso, mas—
A: Então você tinha 18?
Pai: Eu saí da escola mais cedo. Eu já tinha todos os créditos. Me formei antes. Também era o mais novo de uma turma de mais de 500. E eu disse: "Vejo vocês daqui a três meses na cerimônia." E aí fui arrumar um emprego, e conheci sua mãe, e pareceu que a coisa a fazer era transar com ela. Então, no Ano Novo, engravidei ela, e depois disso, foi basicamente, sabe, tentar cuidar das coisas. E sobre os minis e os projetos pequenos, eu não fiz muita coisa até ter vocês, crianças, e aí comecei a querer, sabe, fazer umas coisas que pudessem ficar por aqui, sabe?
A: Então você se formou com que idade, 16, 17?
Pai: 17, sim, 1982, Alameda, o mais novo da turma.
A: E você começou a soldar logo.
Pai: Sim, logo.
A: E você teve o Aaron logo.
Pai: Sim, bem, sim, pouco depois disso, sim. Depois que conheci sua mãe e tal. A gente começou a sair— não sei se a gente saiu por mais de duas semanas, provavelmente não. Provavelmente isso.
A: E tinha alguma coisa na solda que te atraía, que você lembra de quando era jovem?
Pai: Bom, eu lembro, eu não tinha passado muito tempo, tipo— vocês sempre planejaram tudo. E sabe, você e a Janelle estavam na expectativa. Eu não estava, sabe, o Vô e a Vó estavam trabalhando, e eu e o Kevin ficávamos sozinhos a maior parte do dia. E então, sabe, fui criado pelo "A Feiticeira", o que explica muita coisa.
A: É.
Pai: Então eu não tava realmente planejando ou pensando no futuro. Eu tava pensando no próximo fim de semana, fumar maconha, tentar transar, esse era basicamente meu objetivo, e eu era bom nisso. E consegui. Eu me diverti. Era o que eu gostava. Então, sabe— as garotas eram tão fofas, e eu era super simpático com elas. O Vô me ensinou isso, e a coisa do charmoso idiota geralmente funcionava com alguém. Então eu não planejei isso. No ensino médio, eu fiz uma aula de solda, e o Sr. Schenk— eu fui suspenso. Eu e o Tim Fry tavam fumando maconha numa salinha da escola, o que, uh, não foi inteligente. E fomos pegos. E fui suspenso por uns dias, o que eu achei ótimo. Eu arrumo problema, e eles falam que eu não preciso ir pra escola por três dias. Mas, fora isso, o Sr. Schenk, sabe, gostava muito de mim, e gostava da minha solda. Ele disse: "Suas soldas são melhores que as minhas." E disse: "Já pensou em procurar mais estudo ou talvez considerar isso como carreira?" E o Tio Clyde, que a gente sabia que era meio bruto, mas não sabia o quão ruim ele realmente era até mais tarde, mas eu sempre meio que admirei meu Tio Clyde, e ele era soldador, então conversei com ele sobre isso, e ele me mostrou algumas coisas e falou comigo sobre o assunto, e aí decidi ir pra Red Rocks, metade dos meus dias no ensino médio. Eu ia pra duas aulas na Alameda, e depois ia comer um sanduíche, e aí pra Warren Tech em Red Rocks. E era uma aula de três horas todo dia. E eu fiz os dois anos daquilo, e um verão no meio, e essas aulas eram de cinco horas. E eu fui muito bem lá, sabe, então quando terminei tudo, e me formei, e eles me deixaram sair mais cedo na Alameda, fui arrumar um emprego e foi isso, sabe. E os minis, eu não tinha realmente feito nada assim, nem sequer pensado nisso. Eu só tava tentando deixar meu patrão feliz e tal. E num dos lugares, eu era o único soldador. Também fazia outras coisas. Sabe, eu levava as peças pro galvanizador, fazia rosca, fazia tudo—só tinha algumas pessoas lá. E aí eu tinha um tempo naquela época, e foi quando eu fiz... parece que a primeira coisa que eu fiz foi a Tartaruga Ninja, e depois o dragster. O cortador de grama veio depois. Era uma réplica exata— Num ano não teve solda mesmo. E aí eu tava fazendo jardinagem, é o que eu diria—a gente tava cortando grama—a gente tinha uns 25 pra fazer por dia.
A: Eu lembro disso, eu acho. Lembro disso.
Pai: É, a gente comprou esses cortadores Bobcat da escola primária onde eu estudei. Eles tavam vendendo, e não são auto propelidos nem nada, decks de alumínio. São cortadores comerciais Bobcat, de 21 polegadas, e a gente amava eles. As rodas não eram de plástico, tinham rolamento. Tipo, essas coisas, a gente tinha que empurrar, mas os motores eram muito fortes. E o Fred, a gente guardava na casa do Fred, porque ele tinha todas as contas, e ele tinha a caminhonete e tudo. Mas cada um comprou o seu cortador. Eu mandei pintar o meu a pó em roxo do Rockies e preto, era como veio de prata, mas roxo no lugar do prata. É, era muito legal. E eles pintaram o deles, e a tinta deles descascava logo. Se encostasse num prédio de tijolo ou qualquer coisa, sabe, tirava a tinta na hora. E o meu, eu lavava com mangueira no fim do dia, e ficava ótimo, mas o cortadorzinho é uma réplica exata de um Bobcat, por isso eu gostei muito. É um dos meus favoritos. E fiz só alguns minis quando dava.
A: Como você fez essa réplica? Só de olhar e—?
Pai: É, quer dizer, eu conseguia ver um Bobcat, um Bobcat de 21 polegadas, quando fechava os olhos, conseguia imaginar como era o cabo, porque a gente usava todo dia, o dia todo, e, sabe, como era o motor, e tinha só um filtro pequeno e tampa do óleo, e depois o puxador de partida. Então eu tinha um monte de coisa onde trabalhava, porque eles tinham uma oficina mecânica lá. Então eram pedacinhos de alumínio, blocos pequenos e ripinhas, (tipo, onde eu tô agora, não tem nada disso), mas dava pra fazer um monte de coisa com isso. Então a Tartaruga Ninja: eu vi uma peça que era arredondada atrás, e era redonda, e pensei, aquilo parece um casco de tartaruga grande. E aí eu coloquei, soldei, umas coisas que parecessem manchas, desbastei até ficar com cara de casco de tartaruga. E aí o Aaron era fã das Tartarugas Ninja, então ele via os desenhos e brincava com os bonequinhos. Então pensei, vou fazer uma Tartaruga Ninja. E ele é meio rústico, mas eu fiz ele meio como fiz o seu Jani Lane, onde fui adicionando solda até ele ficar com a cara que eu queria. A tartaruguinha Ninja tem músculo e tudo, e um cintinho de latão que tem um R, ou o que era, M, acho que M—
A: É M de Michelangelo. Você sabe por quê? Era o favorito do Aaron? Ou por que você escolheu o Michelangelo?
Pai: Ele amava todos. Mas pode ter sido, pode ter sido... Não sei por que eu escolhi esse. Pode ter sido porque ele usava nunchaku, ele costumava ter um par de nunchaku, mas, eu acho, quebrou. Mas esse foi, eu acho, meu primeiro projeto legal que eu fiz e que eu realmente achei legal. Eu fiz pra sua mãe um porta-cartão que é igual a uma carteira escolar, bem simples, mas igual, e eu até fiz um lápis pequenininho que eu soldei por cima, e é do tamanho exato— não sei se você já viu—
A: Eu já—
Pai: Pra ela colocar os cartões de visita. Então eu gosto muito disso, mesmo sendo simples, só porque, sabe, era uma carteira de escola e parecia mesmo com as que vocês usavam na escola. E por isso eu gostei. Eu fiz uma bateria que tá lá no topo como uma das melhores coisas que já fiz e que eu dei de presente. Mas era uma bateriazinha muito legal, bem pesada, sabe, não era alumínio, era aço, e era legal. Eu gosto de fazer coisas em alumínio ou inox, porque aí não tenho que pintar. Quando eu pinto, é difícil perceber que é, sabe, metal, e que é tudo feito à mão e não dá pra ver o trabalho que deu, enquanto que o inox ou alumínio, não enferruja, não tenho que pintar. Posso deixar com a cara— é por isso que a maioria das minhas coisas, tipo o dragster e tal, não são pintadas, sabe. E eu gosto de deixar as coisas sem pintar, porque realmente mostra, sabe, e coisas assim. Senão você não sabe se é só plástico ou o quê.
A: Certo. E eu gosto quando dá pra ver as soldas sendo usadas como, tipo, argila, quase, e—
Pai: Certo, ah sim, não, exatamente! E o cortador de grama pequeno e o dragster, eu acho, são os melhores pra isso. Tem tanta solda neles. O dragster é feito mesmo com varetas de solda de alumínio. A estrutura do dragster, eu usei uma vareta de 1,6mm, que é bem grossa, vareta espessa. E aí, sabe, eu tive a ideia quando encontrei duas peças que pareciam os pneus traseiros, as rodas traseiras. E eu disse: "Ah, isso seria perfeito pra um dragster", sabe, e foi assim que aconteceu. E o motor e as rodas da frente, sabe, eu tive que fazer mais ou menos à mão e furar e tentar fazer tudo parecer certo, sabe. Mas esses dois são bem detalhados, tipo, o cortador de grama é bem detalhado, e eu queria fazer a lâmina girar, mas tem uma lâmina embaixo que é exatamente igual a uma lâmina Bobcat e tudo. Mas fora isso, meio que desacelerou, sabe, até você começar a me pedir pra fazer coisas, e isso tem sido divertido. A velinha: Quando você me mostrou essa foto pela primeira vez, eu pensei, o que a gente tá fazendo aqui? Como é que eu faço aquilo? Pra ficar parecida mesmo. E eu amo aquela foto de perfil que você tem dela, dos dois.
A: É, você fez um trabalho incrível com essa. E eu amo como—
Pai: O tempo todo que eu tava fazendo, eu pensava que simplesmente não ia ficar parecida com a vela. Sabe, a vela com as cores diferentes, você consegue ver as diferentes texturas, o que é cera, o que não é, e quando eu tô fazendo, tudo é da mesma cor. Então você tem que fazer ela ficar parecida mesmo. Sabe?
A: Essa parece uma réplica exata pra mim também. E eu gosto quando dá pra ver os materiais encontrados, tipo a arruela ou algo assim.
Pai: Ah sim, onde dá pra ver meio como foi feito. É, é, é, te entendo. Também gosto porque assim dá pra perceber que foi, sabe, alguém que fez. Agora, eu nunca gostei— você já deve ter visto lugares onde soldam, tipo, porcas e parafusos grandes e fazem uma moto ou algo assim. Eu nunca gostei muito dessas. Elas simplesmente não, elas parecem meio, sabe, parafusos e porcas. E aí você realmente me fez tentar, e, sabe, fazer com que esse pedaço de metal parecesse essa cera escorrendo da vela ou o que era, ou o pavio, e eu fiquei tipo, "Ah cara, o Adam vai me deixar maluco." Mas tem sido tão divertido, e eu queria ter mais tempo. Eu tinha que fazer o que dava no trabalho. Eu fazia um pouquinho no intervalo, talvez um pouquinho antes do intervalo. Enquanto que quando eu fazia as coisas quando vocês eram crianças, eu podia ficar lá no fundo da minha área. Eu tava no fundo da oficina, e o Hoffman, que era o padrasto da sua mãe, era um dos três donos— eu podia fazer o que quisesse, porque conseguia ver eles chegando se precisasse, e eu fazia muito mais do que eles jamais sonharam ser possível. Isso também ajudou. Eles nunca foram tipo, sabe, "Você tem que estar fazendo isso." Eles estavam sempre chocados com o quanto eu fazia todo dia. E então, quer dizer, depois que você aprende a soldar, é mais sobre quantos você consegue soldar? Então é mais descobrir um jeito de fazer super rápido. Alguns dos empregados que eu tive nos últimos anos, eles não entendem muito bem isso. Eles tão todos orgulhosos da solda. E eu falo: "Tá ótimo. Tá bonito. Mas isso não é tão difícil de fazer. E o que realmente importa é quantos a gente consegue fazer." E desde que passem pela retífica sem ter que voltar com pontinhos que precisam ser preenchidos, desde que não tenha solda esquecida. Muita gente é tipo, "Ah, esqueci aquela." Eu falo: "Bom, você não pode esquecer aquela!" Sabe. E então eu era tipo 100% de tudo que eles faziam, eu revisava todas as peças— Meu colega Woo no trabalho, ele me ajuda muito com isso. Ele fala: "Senhor, senhor." Ele me chama de senhor, e me mostra uma peça que tá faltando uma solda, e eu tiro e coloco. Mas é, ele é ótimo nisso.
A: Eu sei que você também é—
Pai: Ele passa por um monte de peças e vê algo, mesmo andando, que tá faltando uma solda, e eu fico, é incrível.
A: Uau. É. E eu sei que você também é bom em saber quando não precisa de uma solda também, tipo pra ser mais eficiente?
Pai: É, é. Tipo, especialmente se você tá tentando fazer um grande número de peças, você não quer ficar colocando cinco grampos se só precisa de um, e você não quer ficar colocando um monte de solda que não precisa. É. Então é, é bem fácil, depois de um tempo, entender, ok, isso precisa de um pouco mais de resistência aqui, ou aqui, depois que eles retificarem, não vai ficar muita coisa segurando. Eu preciso colocar um ponto no lado de baixo pra dar força. Sabe, você vai aprendendo com o tempo, e parte é senso comum, sobre a integridade estrutural e tal das coisas. Os minis duraram muito tempo. Quer dizer, eu fiz alguns há 30, 40 anos atrás. Eu tenho um par de grampos que ainda uso, que vocês me deram no Dia dos Pais. Eles são tipo um grampo pequeno pra móvel. São de latão, têm uns 25 centímetros de comprimento, e eu não preciso deles com frequência, mas quando preciso, eles são a coisa perfeita. E todo mundo que vê pergunta: "Onde você arrumou isso?" Eu tenho eles faz uns 40 anos. Sua mãe comprou eles, sabe, e foram dados por vocês no Dia dos Pais. Então ainda tenho eles e uso. Eles fazem parte do meu, sabe, não todo dia, mas tenho eles ali na minha caixa. Não perdi eles, tenho dois, e tenho eles literalmente faz uns 40 anos. Você era bem pequeno.
A: Eu ainda tenho o capacete de solda que você me deu, seu capacete velho. Antes de você falar isso, você disse alguma outra coisa? Eu não te ouvi.
Pai: Eu tava só falando sobre a integridade das coisas e tal, tipo o dragster— Quer dizer, quase não dá— É só de fio de alumínio, então daria pra entortar se— um martelo destruiria, mas é muito forte e resistente. Mesma coisa com o cortador de grama, sabe, nada é muito mole ou nada, eu tento fazer eles pra que durem, sabe, tipo Hot Wheels ou Tonka.
A: Eu amo o Snoopy que você fez pra mim.
Pai: É, eu tentei fazer outro, e simplesmente, não sei, eu só— eu devia ser capaz de fazer eles e fazer, e já tentei, e eles não saem como aquele.
A: É, é assim mesmo.
Pai: Parece que sim! Parece que sim. Eu gosto de fazer boneco de neve Snoopy, mais ou menos na altura do joelho. Se algum dia a gente tiver neve, eu amo fazer isso. Se eu fizer um, eu tiro foto.
A: Por favor.
Pai: É, ele fica bem parecido com o Snoopy. Sabe, ele é a única coisa que eu consigo fazer.
A: É, quando eu tava na residência artística Skowhegan lá em Maine—
Pai: Ah é!
A: Todo mundo levava uns kits pequenos— chama plein ar— de pintura, tipo, caixinhas de pintura de viagem, pra gente poder fazer pintura a óleo numa trilha. E, sabe, a gente só tava olhando a paisagem e as pedras e pintando ali mesmo.
Pai: É é, fazer elas em movimento.
A: É, e eu tava com todos aqueles pintores sérios. E sabe, eu não pinto com tanta frequência. E eu fiz a melhor pintura do grupo, sabe, com certeza. E todo mundo concordou. Mas aí minha amiga Jenny disse: "Ok, agora você vai tentar fazer isso de novo no nosso próximo local, e você vai tentar recriar a mágica daquelas cores ou o que você fez aqui e ali."
Pai: Sem ter a coisa real lá?
A: Não, ela quer dizer tipo— porque eu tava pintando cogumelos. Ela disse: "Ok, então no próximo cogumelo que você encontrar, você vai tentar fazer uma pintura boa de novo, e não vai ser tão boa. E ela disse, e é isso que os pintores fazem a vida inteira."
Pai: Então o primeiro é o melhor?
A: Bom, pra mim, pelo menos.
Pai: Mas é, eu sei o que você tá dizendo!
A: É tipo, você não consegue recriar algo que você fez.
Pai: É! Eu pensei que ia conseguir fazer outro, sabe. E aí tentei literalmente, e comecei ele. Eu começo pelos pés, e aí fiz um corpinho, corpo pequeno e gordinho, e nunca consegui passar dos pés, eles não tão certos. Então eu fico tipo, é, tipo, descarta!
A: Me fala sobre o toca-discos.
Pai: Ok, eu tava trabalhando num lugar na época que fazia peças de alta performance pra carros de corrida. E nossa atividade principal era, tinha muitos pilotos de pista de terra. Tem um monte deles, ou pelo menos naquela época. Eles são tipo um misto de carro e kart, um buggy, e eles corriam nessas pistas de terra, e quando eles queimavam um motor, metal ia pra bomba de óleo e destruía ela. E o que a gente fazia era, a gente vendia as bombas, e aí quando eles queimavam o motor e destruíam a bomba, a gente desmontava ela e usinava onde tinha sulcos, tudo precisa ser liso, pra manter o óleo selado e manter a compressão boa. E aí, no torno, a gente reduzia essas partes da bomba até ficarem lisas de novo. E aí eu fazia muito trabalho de torno e algum trabalho de fresadora com a fresadora, sabe, pedaços de metal. E foi aí que eu vi uma coisa que me lembrou, eu acho que começou com o álbum, o discinho de vinil que fica em cima. E eu pensei que parecia um discozinho. E aí eu pensei— e eu tinha, quando era novo, antes de poder dirigir, eu trabalhava: no ensino fundamental, depois da escola, eu parava na Casual Furniture onde eu trabalhava. Eu montava móvel, regava as plantas, e cortava a grama, uma vez por semana, e aí eu montava esses móveis de pátio pra esse lugar. E–...
A: ...Você tá cort— Você tá cortando. Eu não te ouço, mas vou só esperar um segundo.
[Chamada termina] [Chamando]
Pai: Alô!
A: Ei, desculpa.
Pai: Não sei quando te perdi.
A: Você tava falando que tava trabalhando, montando—
Pai: Ok, consegue me ouvir?
A: É, você tava falando sobre regar as plantas, montar os móveis. Acho que você tava falando sobre juntar dinheiro, talvez?
Pai: É, pra um sistema de som, um bom. Muito bom, 900 dólares, e aí comprei esse sistema e ele tinha um toca-discos maravilhoso, e foi mais ou menos nele que eu me inspirei. Mas o engraçado, sabe, eu te perdi aí, e eu tô falando sem nem saber que te perdi. Quando eu conheci a Veronica, eu tava falando com ela, e eu falei sem parar, e ela é quieta de qualquer jeito, então ela é mais ouvinte, não faladora, mas ela colocava o telefone de lado e ia fazer alguma coisa, porque ela tá sempre limpando, fazendo alguma coisa, né? Ela esquecia que eu tava no telefone. Ela disse que voltou 45 minutos depois, pegou o telefone e eu ainda tava falando.
A: É, eu acredito!
Pai: E ela colocou o telefone de volta e foi fazer outra coisa. Eu falei por mais de uma hora sem ela estar no telefone. Eu disse pra ela: "Bom, agora eu tenho que começar de novo!" Ela respondeu: "Não!"
A: "Não, eu saí de perto por um motivo." Eu sou um pouco assim também.
Pai: Ah meu Deus. Ela disse: "Quem é que fala sobre si mesmo por uma hora?" E eu disse: "Bom, a gente acabou de se conhecer," sabe. Sorte a minha dela não ter simplesmente— mas é, foi tão engraçado.
A: Meus amigos são bons ouvintes.
Pai: Ah caramba. Ela ainda ri disso até hoje.
A: E então o toca-discos é um dos seus únicos que são usinados ou torneados?
Pai: É, basicamente. Não tem solda mesmo. É usinado. Tem uma soldinha minúscula no braço, eu acredito. Mas pode ser até uma gotinha de super cola que eu usei porque o braço é tão fino pra soldar mesmo. Mas eu acho que a cápsula que teria a agulha, sabe, eu acho que tá soldada ali. Não tenho certeza. Mas, é, é tudo usinado. Mas foi por causa do sistema que eu tive. E aí eu vi uma peça que parecia um disco. Eu pensei, "Ah, eu posso fazer uma coisinha legal—" Eu gostei do tamanho. Era, sabe, uma coisinha menor, sabe. Então eu meio que fiz aquilo. E não era um lugar onde eu pudesse realmente perder muito tempo brincando, mas eu fazia um pouquinho aqui, um pouquinho ali, rapidinho eu tinha aquilo, é, e ficou bem bonito.
A: É muito legal, porque o disco pode sair, a agulha se mexe.
Pai: É, é! Eu me diverti com todas essas coisas. Queria poder fazer mais coisas agora. Eu meio que tento. Ando mesmo tentando fazer uma raquete de tênis, uma mini raquete de tênis, porque tenho assistido tanto tênis, sabe? E no começo parecia que ia ficar tão perfeita, e aí ela ficou meio tremida, e aí eu pensei que tinha salvado. Mas não tô muito feliz com ela. E o que precisa ser consertado agora, eu não sei bem— talvez com a minha Dremel, eu precise desbastar um pouco de— Eu tenho arestas que não tão— parece meio bagunçada agora. Eu tentei começar ela com só uma telinha que era a rede, sabe, e aí fiz o cabo e a cabeça em volta, e ela tem— caberia na palma da sua mão, sabe, uma raquetinha. Então talvez, talvez ela sobreviva. Precisa de cirurgia, no entanto.
A: Uau, é, mal posso esperar pra ver.
Pai: É, fora isso, quer dizer, a menos que você me desse alguma coisa pra fazer. Não sei se minha criatividade não é mais a mesma, ou minha ambição de colocar o trabalho nas coisas. Eu tenho dois intervalos e um almoço, e antigamente quando eu fazia aquelas outras coisas, quer dizer, eu tava total nisso. Sabe, cada segundo que eu podia trabalhar nisso, eu tava, e agora eu tô meio que, é difícil fazer isso, sabe? Eu só tô tentando passar o dia.
A: Totalmente.
Pai: Eu já tenho 60 e tantos anos. Dói tudo, sabe?
A: É.
Pai: Então eu não sou mais tipo— porque eu tive muita sorte, no que diz respeito a, sabe, isso, no que diz respeito a, sabe, poder ser ativo e tal sem realmente malhar, por assim dizer. O Tony Chiavetta, ele fica tão bravo que eu não fui nas reuniões de ex-alunos e tal, ele disse, especialmente nas últimas, ele disse: "Todo mundo tá horrível, exceto eu e você!" Eu disse: "Bom, por que eu iria lá se todas as garotas tão horríveis?" Ele respondeu: "Bem, bom argumento." Eu posso só ficar com a Mimi, a esposa do Tony, eu amo ela. É, ela é linda.
A: Mas é, a gente tem sorte. A gente tem sorte de certa forma, porque eu sou meio que igual. Eu como mal, não faço exercício, e ainda assim tô em forma.
Pai: Bem, certo, certo! E todo esse ciclismo que você fez e as caminhadas, definitivamente ajudaram. Mas é, só seu tipo físico, a gente herdou isso do Vô, sabe. Às vezes, eu lembro quando tava no ensino fundamental e tal, eu ficava bravo, porque tinha uns caras, sabe, que eram musculosos, grandes. E todo mundo ficava impressionado com isso. E eu pensava, "Ah, queria ser maior," sabe. E isso não durou muito. Eu certamente fiquei feliz à medida que fiquei mais velho, sabe, porque— Tipo, eu sempre disse, tipo, movendo coisa, eu sou forte o suficiente pra levantar metade de qualquer coisa, leve o suficiente pra poder pular pra dentro e pra fora da caminhonete o dia todo.
A: Certo!
Pai: E andar pra lá e pra cá e tal. Então funciona bem. E—
A: Eu lembro que você sempre pulava pra cima das coisas.
Pai: É. Ou eu e o Tony éramos os únicos que conseguiam enterrar na cesta da Elm Street.
A: Enterrar na cesta e depois usar a cesta—
Pai: Eu usava a lareira onde ela tava montada, eu usava ela e enterrava. Lembra disso?
A: É e eu lembro de você—
Pai: Caindo de bunda às vezes?
A: Não, enterrando, e usando a cesta pra balançar pra dentro da janela.
Pai: Eu subia lá se a gente tivesse trancado pra fora, é!
A: Quando a gente trancava a chave dentro de casa.
Pai: Isso é perigoso. Isso é perigoso. Eu tô confiando em quem quer que montou aquilo na lareira. Tem muita coisa assim, que eu tenho muita sorte de não ter, sabe, soltado. E eu já fiz tanta coisa assim, que eu nem lembro mais.
A: Bom, a gente tudo tem sorte, porque isso teria sido ruim. Eu sempre tive medo de você estar mostrando pros criminosos como entrar na nossa casa, mas eu não—
Pai: "Fica de olho enquanto eu subo pra janela!"
A: É, eu acho que a maioria das pessoas não conseguiria fazer, mesmo se vissem, eu acho.
Pai: É, provavelmente não, provavelmente não.
A: Como tá todo mundo?
Pai: O Kendall conseguiu o emprego que ele tava esperando. Sabe, então ele não carrega mais caminhão de bebida. Ele trabalha de casa. Ele se mudou pra um lugar bem mais perto da Vó. Não é um ótimo— os quarteirões específicos onde ele tá e tal, não são os melhores, você não iria querer— Eu disse pra ele: "Você não quer que as pessoas saibam de todas as coisas que você tá comprando e HQs e coisas que você tem entregues aqui." A casa em si é muito legal, e a garota que mora lá é muito legal, e é só ele e ela. Ela recebe o namorado de vez em quando. Ela tem um cachorro, mas é muito melhor que os apartamentos onde ele tava na 5th e na Salem, que, quer dizer, é área de andar armado lá, e era onde ele tava, e ele tinha que ir de Uber ou ônibus pro trabalho e agora ele tem o emprego, ele pode trabalhar de casa, e supostamente, ele vai ganhar muito mais dinheiro lá fazendo isso. Eu não sei como isso tá indo, porque é baseado em comissão, mas, sabe, ele tem um salário base e tudo, e ele acerta algumas apostas de vez em quando. Então ele nunca me pede dinheiro.
A: Que bom. É, isso é bom. Ele diz, ele me fala que tá ganhando com aposta, mas eu sinto que mesmo que ele e o Aaron não estejam, eles diriam isso.
Pai: Impossível. Sim sim, todo apostador diz isso e nenhum deles tá sendo honesto. Às vezes eles podem estar ganhando. Às vezes, eles podem estar ganhando 700 dólares. Eu ganhei 700— Eu nunca aposto, mas eu amo o Kyle Schwarber. Ele joga pros Phillies, rebatedor de home run. E eu disse pro Aaron e pro Kendall: "Ele vai ser o rei da home run esse ano." Mais home runs, sabe, eles realmente acompanham isso, o beisebol acompanha, e ele ficou em segundo. Mas o jogo All-Star, sabe, tem uns 60 caras no All-Star. Eu perguntei pro Kendall: "Quanto se eu apostar 20 dólares no Schwarber pra ganhar o MVP do All-Star?" E ele disse: "700 dólares." Eu disse: "Tô te mandando 20 agora." E foi tão louco. Eu tava ouvindo o jogo All-Star. Tava quase acabando. Tava empatado, e eles tinham regras diferentes porque um jogo de beisebol pode durar pra sempre.
A: Ah, totalmente.
Pai: Sabe, às vezes eles só—
A: Eles tão tentando fazer você comprar cachorro-quente.
Pai: Bem, nesse All-Star, eles queriam que pudesse acabar num tempo razoável. Então se tivesse empatado, o que eles iam fazer— eles nunca fizeram isso— meio que no hóquei, eles vão pro shootout onde cada time manda um cara pro gol, sem ninguém marcando ele, e ele tenta fazer o gol. E eles fazem isso alternado. Foi mais ou menos isso. Foi, cada técnico escolhe três jogadores. Cada um só tem três arremessos, sem treino, sem aquecimento, de um técnico de arremesso que coloca a tela e ele tá tentando dar uma boa, mas eles só têm três arremessos, e tentam ver quem rebate mais home runs. Bem, a maioria dos caras não rebateu nenhum home run em três arremessos. O Schwarber rebateu os três arremessos pra fora! O primeiro, fora. O próximo, fora! A multidão vai à loucura. Terceiro, fora. Ele ganha o MVP, e eu ganho 700 dólares com 20.
A: Demais!
Pai: E o Kendall me conseguiu meu dinheiro rápido.
A: Isso parece divertido.
Pai: Não é uma loucura? Eu tava gritando lá pra baixo porque eu ouvi no rádio no trabalho, aí no caminho pra casa, aí tava empatado. Quer dizer, eu imaginei que ele entraria tarde no jogo, rebateria um home run, e seria o MVP. Foi o que imaginei, né? E ele teve uma chance de fazer isso, e ele fez um fly out. E aí eu pensei, espero que continue empatado. Eu nem sabia como é que eles iam fazer as regras. Os locutores falaram: "Ok, então tamos empatados, e isso é tudo novo pra gente, então vamos tentar explicar o que vai acontecer aqui." E os locutores no rádio tavam explicando sobre os três arremessos e isso e aquilo. Mas eu tava na entrada da garagem, cheguei em casa, e tô ouvindo. A Vó tá tipo, abrindo a porta, querendo que eu— São 11 horas, e aí eu entro, e depois ela tem que me contar tudo que todo mundo disse, exatamente como disseram. Eu falo: "Vó, a gente não conhece essas pessoas," (o Vô diz, "Eu conheço,") que ela tá falando. Então eu educadamente deixo ela me contar o dia inteiro dela. E aí eu desço pra ver o que aconteceu, e o jogo acabou e tudo, e eu tô vendo, e só tão falando do Schwarber rebatendo todos os três pra fora, e que ele era o MVP. E eu fiquei tipo— Eu não podia acreditar! Eu fiquei tipo, não acredito que eu acertei nisso. Quer dizer, a maioria dos caras que aposta nessas coisas, eles te contam como eles quase acertaram, mas eles não acertam. Então foi muito emocionante pra mim. E eu senti que o ano todo, quer dizer, eu tava vendo as estatísticas do Schwarber toda noite. Ele rebateu um home run hoje? E foi o Shohei Ohtani, não sei se você conhece ele. Ele é um rebatedor de home run, e também é arremessador. Isso não acontecia desde o Babe Ruth, onde o cara era, tipo, um rebatedor de potência e arremessador. O Shohei é tipo, de outro planeta. O Shohei teve dois— Não, o Cal Raleigh acabou ganhando e o Shohei ficou em terceiro atrás do Schwarber. Mas é, o Schwarber terminou em segundo nisso, mas ele ganhou o MVP do All-Star. E eu tinha acabado de conseguir duas cartas dele de novato autografadas por um preço bom, e agora elas valorizaram muito. Eu vendi meu autógrafo do Bo Nix bem antes do jogo dos Broncos por— Eu comprei por trinta quando ele entrou na liga, e vendi por 159 outro dia.
A: Que bom! Isso é legal.
Pai: É, acabei de enviar. Foi o que eu tava fazendo no correio. Eu tinha que colocar aquele trem no correio pra esse cara.
A: eBay?
Pai: Uh, é, sim. Meu total de 90 dias é mais de 1000 dólares que vendi nos últimos 90 dias.
A: Ah, que legal.
Pai: É, só coisa tipo um Jordan que seu Vô Bill me deu, faz uns 20 anos. Eu guardei ele, em perfeito estado. Manter ele perfeito e saber onde tá, isso é o segredo. Consigo achar? Eu geralmente sei onde a maioria das coisas tá, e também sou muito bom em, tipo— Quando a gente ganhou ele, sabe, o Jordan não era o maior de todos os tempos naquela época. Ele era o melhor que tava jogando. Mas, sabe, as coisas dele eram as mais caras, mas não muito mais caras que uns outros caras, sabe? Mas certas cartas, eu sabia que essa é muito difícil de conseguir. Essa é muito atraente. Essa é a outra coisa: tem que ser muito atraente. Algumas cartas são muito difíceis de conseguir. O cara fala, bem, só tem cinco dessas. Eu falo: "É feia! É sem graça, é chata!" Tem que ter um charme, sabe?
A: É, eu amo aquelas— Eu lembro quando era criança, de você me mostrar as cartas que são tipo, "Ah, isso é um pedaço da bola ou um pedaço da quadra."
Pai: Ah, é é é!
A: E eu sinto que isso me influenciou muito. É tipo, o que eu faço agora é, colocar um pedacinho de alguma coisa em outra coisa.
Pai: Certo, certo! Eu ainda tenho algumas coisas assim, tenho que te dar algumas, pedaços de futebol americano ali, e—
A: É tipo uma relíquiazinha, sabe, como quando eles têm um pedaço de—
Pai: É! É assim que chamam, é, é.
A: Ah, eles chamam de relíquia?
Pai: É, tipo uma carta relíquia, é. Ou se é um pedaço do uniforme, é uma carta de uniforme. Mas eles têm pedaços da bola, pedaços do taco, pedaços do uniforme, pedaços do capacete. Eu tenho um pedaço do capacete do Dan Marino. Uma carta, eu nunca tive uma, mas ela tinha um pouco da terra de perto da base . Na carta tinha tipo uma janelinha, e dentro tinha um pouco de terra.
A: Eu amo isso. E sobre, já teve alguma com, tipo, partes do corpo, tipo cabelo do jogador, ou sangue?
Pai: Cabelo, cabelo. Sim, e é mais tipo, tem cartas, tipo a Benchwarmer que faz com essas modelos todas, sabe. E eu tendo a ter muitas dessas. Modelos famosas que foram Coelhinha do Playboy do Ano, ou tavam no Baywatch, ou algo assim. Pam Anderson, coisas assim. As cartas delas valem muito. E o que eu gosto nelas é que, esses caras do esporte, as cartas sobem, e aí podem cair pra nada. Tinha um cara que tava surgindo. Eu acabei conseguindo muitas cartas dele de novato autografadas. Ele foi pego por dirigir bêbado e matou acidentalmente uma senhora e o cachorro dela num acidente de carro. Ele tá na prisão agora, e as cartas dele não valem nada! E eu tenho umas vinte e cinco delas que gastei, sabe, vinte dólares cada!
A: Caramba, é.
Pai: Então os caras do esporte, é muito arriscado.
A: Eles são mais voláteis porque alguns se metem em confusão.
Pai: É, é. Ou quando se aposentam, são esquecidos, a menos que estejam na comentários ou algo assim, ou a menos que tenham sido um dos melhores de todos os tempos. Sabe, Marinos, essas ainda são boas. Piazza (beisebol). Mas eu descobri que, tipo, você sabe quem é a Lady Death nas HQs?
A: Você me mostrou, eu acho.
Pai: É, ela é uma personagem e é muito popular, e, sabe, ela é desenhada de forma muito sedutora, e aí todos os caras gostam dela— é fácil aos olhos, sabe. Bem, ela nunca tem um dia ruim. Ela nunca tem um ano ruim. Ela nunca faz nada estúpido. Ela só tem um corpo ótimo e é uma ótima personagem. Muitos fãs dela colecionam qualquer coisa da Lady Death: carta, HQ, boneco, camiseta, qualquer coisa! E então esse é o tipo de coisa que é valioso. E também, tem algumas que realmente se conectaram comigo, que eu gosto muito: certos personagens, certas pessoas. Sabe, não sei se você lembra quando a gente foi pro treino de basquete. Tenho certeza que você tava lá, e eu peguei bonés pra vocês, e todo mundo tava gritando pra certos jogadores virem. Eu tava gritando pela Bonnie Bernstein, a repórter, pra vir, e ela veio. E a Janelle tirou uma foto da gente dois que eu depois enviei pra ela, e ela autografou e mandou de volta. Então eu tenho isso, mas—
A: Isso é legal.
Pai: Bonnie Bernstein! É, uma das melhores de sempre. Super fofa. E eu gritando: "Bonnie!" Todo mundo gritando: "McCants!" "Técnico Williams!", sabe, e eu gritando Bonnie.
A: Eu amo isso. E eu amo a Pamela Anderson. Acho que ela é provavelmente seu melhor investimento.
Pai: Ela tá lá em cima. Você pode ver ela, tem um canal que é tipo Earth Day 365, chama, que só mostra lugares incríveis, e ela é uma parte grande disso agora. E você vê ela, você pensaria, "Ah, sabe, mulher atraente, mais velha." Você mal consegue reconhecer que é ela, porque ela não tá de maiô, eu acho.
A: Eu vi o filme dela uns anos atrás. Ela fez um filme grande, e era incrível.
Pai: E casada com o Tommy Lee, baterista icônico do Motley Crue. E tem um vídeo, se você ver o vídeo, chamado "Wild Side". É a melhor música deles. Tão legal. Mas ele tá nessa engenhoca, tocando bateria, e ele tem que apertar o cinto, e ela acaba indo lá pra cima, e gira ele em círculo, tipo ele tocando bateria, e ele tá de cabeça pra baixo.
A: Ah, uau.
Pai: É, você tem que ver isso. Chama "Wild Side", é a música, e é uma ótima música. Ótima música. Ali do lado daquelas músicas do Warrant que eu te mandei. Motley Crue é a banda e chama "Wild Side" e o Tommy Lee faz essa parada com a bateria. Ele tá lá em cima. E pra fazer essa coisa que ele tá, é incrível. Quer dizer, é essa coisa grande de metal com engrenagem que ele tá, você consegue ver ele, mas ele tá ali dentro, e é forte o suficiente pra segurar ele e a bateria dele. Ele tem que apertar o cinto no assento porque ele vai ficar de cabeça pra baixo. É tão legal.
A: Uau.
Pai: E ele faz o solo de bateria inteiro, enquanto ela tá girando, virando ele de cabeça pra baixo. Então vê isso, "Wild Side".
A: E a música do Warrant que você me mandou foi "Down Boys", né?
Pai: Down Boys, é. Warrant, é.
A: Essa é boa.
Pai: É a melhor música deles. É, eles têm um monte de músicas boas, no entanto. "Heaven" é sobre o filho pequeno do Jani Lane, meio que nem o Opie tem aquela música sobre o filhinho dele. "Every tear drop, I kiss from your cheek. . ."
A: É, cantiga de ninar e tal. Will Smith, "Just the Two of Us,"
Pai: É, é, coisa assim. Isso é uma música do Bill Withers.
A: Eu sei, eu amo o Bill Withers.
Pai: É, ele tem umas ótimas.
A: Mas a versão do Will Smith é, tipo, reescrita pra ser sobre o filho.
Pai: Ah é, lembro disso. É, isso foi bem quando vocês tavam no ensino fundamental e vocês eram, sabe, arrasando, sabe, lá em Miami e tudo. Will Smith, incrível, a carreira dele. Nossa! E tem uma piada, é meio que minha piada do "mucho" [piada], sabe, você pensa que vai ser inapropriada, uma piada racial— não é: Como você encontra o Will Smith numa nevasca? Você procura pelas "fresh prints"! (pegadas frescas / Fresh Prince)
A:
Pai:
A: Essa é boa.
Pai: Fresh Prince... É, é.
A: É, ele era incrível.
Pai: Bom, quanto tempo— Dá pra gente continuar? Ou você já tem o suficiente? Ou o que você quer fazer? Eu tô ficando sem tempo agora.
A: Posso te deixar ir e talvez a gente converse de novo?
Pai: Claro, é, isso é ótimo. Normalmente, eu não consigo falar tanto, sabe, e realmente, alguém quer ouvir!
A: É, eu vou ouvir, eu amo. Você vai pro trabalho agora? É, eu também tenho que sair daqui a pouco, então vou te deixar ir e só me manda mensagem. Falo com você em breve. Dá um oi pra todo mundo por mim.
Pai: Ok, é. A gente pode terminar quando quiser. Amanhã, quando for bom pra você.
A: Legal, é, talvez amanhã dê certo.
Pai: Ok.
A: Mais ou menos no mesmo horário, é. Tá bem, eu te amo, obrigado.
Pai: Eu também te amo.
A: Falo com você em breve.
Pai: Tá bem, Adam.
A: Tchau. Tenha um bom dia.
Pai: Você também. Te amo, tchau.
A: Te amo, tchau.